quarta-feira, 26 de setembro de 2012
E os ventos?
E eles estão vindo...
em forma de vendaval,
e os ventos estão de leve tocando nossa pele
estamos quase sem sentir
eles irão chegar para varrer nossa alma
nos abriremos em flor
um canto de pássaro será nosso som
e os olhos? coloridos estão!
em forma de vendaval,
e os ventos estão de leve tocando nossa pele
estamos quase sem sentir
eles irão chegar para varrer nossa alma
nos abriremos em flor
um canto de pássaro será nosso som
e os olhos? coloridos estão!
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
O gato preto!
...Mas amanhã morrerei e quero hoje aliviar minha alma...
O gato preto ( Edgar Allan Poe)
O gato preto ( Edgar Allan Poe)
Estamos todos dizendo a verdade e contestamos tempo todo pela mentira alheia...
impossível dizer verdades tempo todo, nos confortamos com "mentiras cotidianas", não agridem, não ferem...?
Os fatos estão escondidos...logo mentira é.
Falamos a verdade maquiada pela mentira, a mentira retarda a verdade e é planejada de tal forma que uma estratégia mirabolante vai tomando conta de nossos pensamentos, e logo nos consumimos pela mentira, não podendo mais voltar com a verdade, até que ela mesma queira se mostrar.
A verdade não é doída é a maneira com que contamos que a torna mentira.
Janice Rubim ( dos meus piores textos retomo meu lugar neste blog)
impossível dizer verdades tempo todo, nos confortamos com "mentiras cotidianas", não agridem, não ferem...?
Os fatos estão escondidos...logo mentira é.
Falamos a verdade maquiada pela mentira, a mentira retarda a verdade e é planejada de tal forma que uma estratégia mirabolante vai tomando conta de nossos pensamentos, e logo nos consumimos pela mentira, não podendo mais voltar com a verdade, até que ela mesma queira se mostrar.
A verdade não é doída é a maneira com que contamos que a torna mentira.
Janice Rubim ( dos meus piores textos retomo meu lugar neste blog)
quarta-feira, 4 de julho de 2012
PARA ANDRÉ
PARA HELENA
Vi-te uma vez, só uma, há vários anos,
já não sei dizer QUANTOS, mas NÃO MUITOS.
Era em junho; passava a meia-noite
e a lua, em ascensão, como tua alma,
nos céus abria um rápido caminho.
O luar caía, um véu de seda e prata,
calma, tépida, embaladoramente,
em cheio, sobre as faces de mil rosas,
que floreciam num jardim de fadas,
onde até o vento andava de mansinho.
Caía o luar nas faces dessas rosas,
que morriam, sorrindo, no jardim
pela tua presença enfeitiçado.
Toda de branco, vi-te reclinada
sobre violetas; e o luar caía
sobre as faces das rosas, sobre a tua,
voltada para os céus, ai! de tristeza!
Não foi o Destino, nessa meia-noite,
não foi o Destino (que é também Tristeza)
que me levou a esse jardim, detendo-me
com o incenso das rosas que dormiam?
Nenhum rumor. O mundo silenciava.
Só tu e eu (meu Deus! Como palpita
o coração, juntando estas palavras!) ...
Só tu e eu... Parei... Olhei...
E logo todas as coisas se desvaneceram.
(Lembra-te: era um jardim enfeitiçado.)
Fugiu a luz de pérola da lua.
Os canteiros, os meandros sinuosos,
flores felizes, árvores aflitas,
tudo se foi; o próprio odor das rosas
morreu nos braços do ar que as adorava.
Tudo expirara... Tu ficaste... Menos
que tu: a luz divina nos teus olhos,
a alma nos olhos para os céus voltados.
Só isso eu vi durante horas inteiras,
até que a lua fosse declinando.
Ah! que histórias de amor se não gravavam
nas celestes esferas cristalinas!
que mágoas! Que sublimes esperanças!
que mar de orgulho, calmo e silencioso!
e que insondável aptidão de amar!
Mas, afinal, Diana se sepulta
num túmulo de nuvens tormentosas.
Tu, como um elfo, entre árvores funéreas,
deslizas, Só TEUS OLHOS PERMANECEM.
NÃO QUISERAM fugir e não fugiram
Iluminando a estrada solitária
de meu regresso, não me abandonaram
como fizeram minhas esperanças.
E ainda hoje me seguem, dia a dia.
São meus servos – mas eu sou seu escravo.
Seu dever é luzir em meu caminho;
meu dever é SALVAR-ME por seu brilho,
purificar-me em sua flama elétrica,
santificar-me no seu fogo elíseo.
Dão-me à alma Beleza (que é Esperança).
Astros do céu, ante eles me prosterno
nas noites de vigília silenciosa;
e ainda os fito em pleno meio-dia,
duas Estrelas-d'Alva, cintilantes,
que sol algum jamais extinguirá.
(Edgar Allan Poe)
sexta-feira, 16 de março de 2012
Em dias assim...
Me distrai dias assim...
com minha boca tendo voz só dentro de mim,
conversar com estranhos me distrai assim...
não falar, não ouvir, nada de perguntas
Me distrai dias assim...
pegar um rumo desconhecido que se pareça com nada visto
nada ouvido, num lugar qualquer
Em dias assim...terminarei este, não pensando.
com minha boca tendo voz só dentro de mim,
conversar com estranhos me distrai assim...
não falar, não ouvir, nada de perguntas
Me distrai dias assim...
pegar um rumo desconhecido que se pareça com nada visto
nada ouvido, num lugar qualquer
Em dias assim...terminarei este, não pensando.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Blá...blá...blá
Não gosto de dar explicações sobre silêncios, por não querer, por querer, por fazer, por não se mexer... gosto mesmo é dessas calmarias que vem de dentro pra dentro, gosto de me esconder lá, é escuro, é aconchegante, é leve e por final é simples, ali onde não se fala, nem se quer se pensa certo,são todas letras soltas que nem valem à pena tentar juntá-las, que se percam no espaço do vazio de meu esconderijo.
Quando quiser se quiser...tentarei sair do de dentro pra fora, mas isso é se falar...se pensar, como andam escassos pros lados de fora coisas que valham pensar, juntar, falar, ouvir, digerir, ficamos por aqui onde há calmaria.
Quando quiser se quiser...tentarei sair do de dentro pra fora, mas isso é se falar...se pensar, como andam escassos pros lados de fora coisas que valham pensar, juntar, falar, ouvir, digerir, ficamos por aqui onde há calmaria.
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